Nasceu sozinho e vai morrer sozinho

Aí, sabe, eu sou daqueles caras esquisitos, com a barba por fazer, que coleciona disco
Usa roupa velha, vive sem dinheiro, e quando vem a pé cumprimenta o bairro inteiro
Cozinha com cheiro de café, me lembra poesia sou dos que trocaria 1 milhão por doses sinceras de alegria
E dividiria com a quebrada, sou tão dono de tudo, que acabam achando que eu não tenho nada
Além do violão com uma capa surrada, um caderno velhão com umas coisas anotadas
Um vira lata que morre de medo de chuva e um puxadinho lá onde o vento faz a curva